CICLOIGUAÇU

Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu

03/02/2012
by goura
0 comments

RELATÓRIO – REUNIÃO IN LOCO CICLOFAIXA MARECHAL FLORIANO

RELATÓRIO – REUNIÃO IN LOCO
CICLOFAIXA MARECHAL FLORIANO
Hoje, dia 1° de Março de 2012, às 15 horas, fui contatado por agentes da URBS e
da SETRAN para fazer-me presente em reunião “in loco” e acompanhar os dois órgãos a
fim de emitir o posicionamento e compreensão da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu
quanto às adaptações possíveis na parte já implementada da ciclofaixa na avenida
Marechal Floriano Peixoto e adaptações necessárias e viáveis na parte ainda a
implementar.
Fizeram-se presentes nesta reunião, o Secretário Municipal de Trânsito, Marcelo
Araújo, engenheiros e técnicos da Secretaria Municipal de Trânsito (Maurício Razera;
Guacira Sivolani; Tiago Osternak; Hilnon Leite), representando a URBS, Rosângela
Battistela, e representando a Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu), André
Feiges.
Ao início do encontro realizaram-se os informes, entre os quais a disposição dos
órgãos do poder público em manterem-se abertos ao diálogo e serem prestativos e
solícitos às demandas das entidades representativas, entre as quais, a CicloIguaçu.
Posteriormente informou-se que já havia sido estabelecido que as linhas do Transporte
Coletivo Metropolitano deixariam de trafegar pelas vias laterais da av. Marechal Floriano
Peixoto, e que assumiriam suas rotas nas vias paralelas (rua Tenente Francisco Ferreira
Souza e rua Anne Frank), além de indicativo de migração das linhas urbanas do tipo
Ligeirinho para que trafeguem pela via exclusiva do transporte coletivo (canaletas), ao
passo que será realizado uma experiência com tais linhas circulando pelas canaletas
nesta segunda-feira próxima, dia 5 de março, medida que caso se mostre definitiva
atenderá a principal demanda por efetividade de segurança na implementação da
ciclofaixa, afastando os veículos do transporte coletivo da proximidade do ciclista usuário
da via em questão.
Após os informes, dirigimo-nos à ciclofaixa, em seu ponto inicial, logo após a
passarela do Hauer, e realizamos a medição local que constatou os 75cm internos,
delimitados pela pintura em vermelho, assim como a proximidade insegura do fluxo de
ônibus e demais veículos automotores, que transitam a uma distância de
aproximadamente 30cm do limite direito da ciclofaixa. Realizou-se também a medição das
faixas destinadas aos veículos automotores e concluiu-se que a melhor opção, dentro da
possibilidade de aproveitamento da pintura já realizada, seria: manutenção da pintura e
de tachões já realizada, acrescidas de afixação de tachão extra, garantindo
ampliação do distanciamento de segurança em mais 25cm, com pintura de nova
faixa branca no limite e faixa zebrada nos intervalos dos tachões.
O sentido de tal medida seria de, em vez de simplesmente ampliar o “tapete
vermelho” sem ampliação da zona de distanciamento entre ciclistas e motoristas, manterse
a medida interna da ciclofaixa e garantir que os veículos automotores transitem mais
distantes das bicicletas, oferecendo assim maior segurança. O tachão duplo a ser
adotado, seria afixado no mesmo distanciamento entre os tachões, entretanto lado a lado,
como o modelo adotado no viaduto que cruza a Linha Verde e que separa a via dos
veículos comuns da via exclusiva do transporte coletivo (canaleta), conforme imagem
abaixo:
A medida de cada tachão é de 26cm de largura, portanto, somados, seriam ao
menos 52cm de distância. Entre uma afixação e outra dos tachões duplos será pintada
faixa zebrada, indicando área de transposição proibida aos condutores. Além destas
medidas será definido em 40km/h o limite de velocidade das vias.
Desta forma, será adotado o seguinte conjunto de medidas para prover segurança
aos usuários da ciclofaixa:
– Redução do limite de velocidade para 40km/h.
– Adoção de tachão duplo e pintura de faixa zebrada.
– Migração das linhas do transporte coletivo para a canaleta e vias paralelas.
Manifestei-me individual e particularmente favorável ao conjunto de medidas,
entretanto deixei claro, através de ressalva expressa, de que tal posicionamento era
pessoal e inconfundível com o posicionamento coletivo a ser deliberado pelo conjunto de
associados. Entretanto, inclino-me a defender o conjunto de propostas, dada a
possibilidade de aproveitamento da parte já implementada da estrutura, crendo que, neste
momento, é aceitável tal proposta para dar viabilidade imediata à ciclofaixa. Penso que
podemos futuramente nos debruçar numa luta por regulamentação geral, através de lei
municipal que estabeleça a largura mínima de ciclofaixas e ciclovias no município de
Curitiba, batalha esta a ser travada no âmbito legislativo (Câmara de Vereadores) e não
no âmbito executivo (Prefeitura e órgãos), que na ausência de norma expressa pauta-se,
mas não se limita, nas recomendações existentes.
Quanto à ampliação da área interna (tapete vermelho) da ciclofaixa, foi-nos
oportunizado a ampliação da delimitação no lado esquerdo da via, que ainda tem por volta
de 20 a 30cm de piso asfáltico sem tratamento especial, ou seja, na cor preta. Tal medida
porém deve ser analisada com cuidado, pois aqui necessitamos optar por:
a) Estender o tapete vermelho até a sarjeta/meio-fio, excluindo a faixa branca
esquerda. Tal medida amplia a sensação de espaço, porém reduz a visibilidade noturna,
visto que o “tapete vermelho” é composto por tinta “comum” (não-reflexiva).
b) Estender o tapete vermelho o mínimo possível e manter a faixa branca na
proximidade da sarjeta/meio-fio, visando garantir melhor visibilidade noturna para os
usuários da ciclofaixa, tendo em conta que a faixa branca é reflexiva.
Ainda, quanto ao restante da ciclofaixa a ser implementada, foi assumido o
compromisso de que a obra seguirá o padrão do Manual de Planejamento Cicloviário do
Ministério das Cidades, que prevê largura interna de 1m (100cm), sendo necessária a
adoção de paliativos somente no trecho inicial da obra já implementada.
Passados estes pontos, indaguei sobre a possibilidade de realizar capacitação
específica com os motoristas do transporte coletivo, visando conscientizá-los da
necessidade de sensibilização quanto à natureza vulnerável do ciclista, ao que me foi
solicitado que enviemos ofício específico destinado à URBS formalizando tal demanda.
Sem mais por tratar, estabeleceu-se o prazo, em regime de urgência, de sextafeira,
2 de março, às 18 horas, para enviarmos o posicionamento oficial e definitivo da
CicloIguaçu, visando possibilitar a retomada imediata das obras de implementação da
primeira ciclofaixa da cidade de Curitiba.
Assim sendo, peço a manifestação de todos os associados, para que uma vez
quantitativa e qualitativamente avaliadas no conjunto, possamos oferecer ao poder
público municipal nossa perspectiva de viabilização da estrutura cicloviária na avenida
Marechal Floriano Peixoto.
Sem mais a tratar, aguardo a contribuição dos ciclistas do Alto Iguaçu.
Atenciosamente,
André Feiges
Diretor de Comunicação

02/29/2012
by goura
0 comments

Posicionamentos da CicloIguaçu sobre o projeto de Ciclofaixa na Av. Mal. Floriano Peixoto

Posicionamentos da CicloIguaçu sobre o projeto de
Ciclofaixa na Av. Mal. Floriano Peixoto

Documento escrito por
Goura Nataraj, Antonio Miranda,
Divo Maia e André Feiges
(fevereiro de 2012)

Após debates, visitações e medições da obra de implantação da primeira ciclofaixa oficial de Curitiba, localizada na Av. Mal. Floriano Peixoto, apresentamos através deste documento algumas conclusões e sugestões à Secretaria Municipal de Trânsito (SETRAN) e demais órgãos envolvidos. Guardamos certeza de que serão bem recebidas e consideradas.

1. Velocidade nas vias lentas

Verificamos que em muitos pontos da via em questão diversos veículos trafegam acima da velocidade permitida, sendo que causou-nos maior espanto verificar que dentre tais veículos muitos são do transporte coletivo, ironicamente denominados Ligeirinhos. Revisando referências sobre planejamento cicloviário, concluímos que a velocidade adequada para vias compartilhadas entre automotores e bicicletas deve respeitar o limite de 45 km/h. Entendemos como necessárias a adoção de medidas que vão além da redução do limite de velocidade, visando não apenas a segurança dos ciclistas, mas também resguardar o pleno funcionamento do transporte coletivo, sendo elas: migrar o fluxo de Ligeirinhos para que trafeguem pelas vias exclusivas (canaletas); reduzir o limite das vias lentas para 45 km/h, implementar radares e sinalização horizontal e vertical; realizar ações educativas na via em questão e nas vias que lhe dão acesso; promoção de campanhas midiáticas noticiando a nova estrutura, as mudanças decorrentes, as justificativas e funções. Existem ainda razões especiais para intensificar a fiscalização na via, pois há trechos cuja disposição de comércios, sem locais para estacionamento próximo, ocasionam cotidianamente o estacionamento irregular, principalmente de caminhões, e trechos com pista asfáltica nova, que sem a devida fiscalização preventiva tendem a se converter num convite a transgressão do limite de velocidade. Tal fiscalização não deve ser apenas através de radares, importando em necessidade de deslocamento de agentes de trânsito para a via periodicamente, a fim de se obter uma adesão mais expressiva às normas de trânsito gerais e locais.

2. Largura da Ciclofaixa

Constatamos larguras ínfimas, como os apenas 72 cm dos trechos iniciais da ciclofaixa implantada até o momento, de modo a contrariar a recomendação do Manual de Planejamento Cicloviário, do Ministério dos Transportes, de que ciclofaixas unidirecionais devem ter, no mínimo, 100 cm (um metro) de largura interna, conforme:

4.1 PROJETO GEOMÉTRICO

4.1.1 Espaço Útil do Ciclista

(…)

A largura de 1,00m resulta da largura do guidom (0,60m), acrescida do espaço necessário ao movimento dos braços e das pernas (0,20m para cada lado). O gabarito a adotar, entretanto, por medida de segurança, será superior em 0,25m na altura e para cada lado, tendo em vista o pedalar irregular dos ciclistas.

(…)

4.1.2 Pistas e Faixas de Ciclistas

Ciclofaixas Comuns

Usualmente, define-se como sendo de 1,20m a largura mínima interna de uma ciclofaixa, devendo a ela ser acrescida a faixa de separação da corrente do tráfego motorizado. Em muitas situações, é importante criar espaço de separação através da pintura de duas faixas paralelas, preenchido com pinturas em diagonal, formando “zebrados”, acrescentando-se ainda “tachinhas” refletivas. Este espaço deve ter um mínimo de 0,40m que, somando-se à faixa separadora da via ciclável da linha do meio-fio (0,20m), eleva a largura total da ciclofaixa para 1,80m.

É necessário garantir maior largura da pista destinada à bicicleta a fim de evitar eventuais invasões do espaço de segurança do ciclista, dando efetividade não apenas às recomendações técnicas, mas também às normas de trânsito. Para evitar a repetição do triste episódio, relatado e fotografado por membros desta associação, em que um ônibus invadiu a ciclofaixa, causando sério risco a diversos usuários de bicicleta, deve-se imprescindivelmente adotar a recomendação do referido manual, além de realizar uma ação de reciclagem com os motoristas do transporte público coletivo, garantido-lhes a devida capacitação e sensibilização.
Ainda, quanto às adaptações decorrentes da largura necessária à implantação de ciclofaixa, faz-se necessário rever a divisão das faixas destinadas ao tráfego de veículos automotores, visto que o simples redimensionamento sem supressão da faixa destinada a estacionamento, ocasiona impossibilidade de circulação segura para todos os componentes do trânsito. Neste sentido sugerimos a redistribuição do espaço para que se crie, ao menos nos pontos de estrangulamento, uma “faixa livre” de ampla largura.

3. Sinalização Adequada

Tratamento especial deverá ser dedicado às interseções e cruzamentos evitando assim situações de risco desnecessárias. É preciso esclarecer a todos os componentes do trânsito aspectos referentes a implementação da nova estrutura (ciclofaixa) através de sinalização vertical e horizontal e ações educativas, que devem ter variações dedicadas a cada componente (ciclistas, motoristas e pedestres). A simples novidade demanda maior cuidado em sua implementação, devendo a título educativo, desempenhar um papel fundamental na transformação da própria concepção de trânsito da cidade, levando ao conhecimento geral a inclusão e reconhecimento da bicicleta como modal de transporte. Entendemos ainda que é necessário sinalizar o sentido exclusivo de circulação da ciclofaixa, mesmo durante a implantação da obra, pois a mesma já vem sendo utilizada por ciclistas em ambos os sentidos por desconhecimento e ausência de indicação. Além deste fato, importa desde já destacar a necessidade de iluminação apropriada à circulação de bicicletas ao longo de todo o trajeto.

4. Impactos locais

Deve ser estabelecida uma agenda de minimização de impactos locais. Prevemos certa resistência do comércio local, devido a possibilidade de supressão de faixa destinada ao estacionamento. Para reduzir o sentimento de resistência é preciso dedicar-lhes comunicação e atenção, explicando que a implementação da nova estrutura trará benefícios à cidade e à região, sugerindo-lhes ainda que para obterem vantagens locais busquem a implantação de estruturas dedicadas aos ciclistas, como a instalação de paraciclos e bicicletários.

11/22/2011
by goura
1 Comment

A CicloIguaçu, as eleições de 2012 e os rumos da bicicleta em Curitiba

A CicloIguaçu está realizando entrevistas com os pré-candidatos à prefeitura de Curitiba. Estas entrevistas serão disponibilizadas aqui no site e serão mais uma forma dos candidatos se comprometerem seriamente com o que queremos – uma política mais consistente para o uso da bicicleta como transporte na cidade. Também servirá para sabermos um pouco mais o que passa na cabeça dos possíveis futuros gestores.

Já conversamos com alguns e esperamos a confirmação dos outros. Alguns partidos ainda não se definiram. Também aguardamos estes fatos.

Para o ano que vem também desejamos promover debates entre os ciclistas e os candidatos para que o tema se aprofunde e haja um amadurecimento das idéias.

Paralelamente a isto um outro projeto de entrevistas está em andamento. O ´Conversas sobre a Ciclomobilidade´ é desde já um projeto permanente da CicloIguaçu. Consiste na criação de um banco de idéias e reflexões sobre a bicicleta na visão dos arquitetos e urbanistas que vivem (ou viveram) em Curitiba. A visão dos especialistas.

Vamos ver se conseguimos ainda este ano lançar alguns destes vídeos.

Dentro das próximas semanas também devemos concretizar o registro da Associação, podendo iniciar assim o cadastro e regulamentação dos associados.

Agradecemos o empenho de todos que estão trabalhando e apoiando o trabalho da CicloIguaçu.

Um abraço,

Goura

11/21/2011
by goura
0 comments

Novos caminhos para a bicicleta

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1190170&tit=Novos-caminhos-para-a-bicicleta

A bicicleta precisa ser tratada como modal de transporte. Precisa ser compreendida como elemento eficaz no sistema de transporte da cidade para que tenhamos uma lenta e gradual modificação tanto dos hábitos dos usuários no trânsito quanto da estrutura geral do sistema.

Em Curitiba, a malha cicloviária foi implantada nos anos 70 com fins precípuos de lazer e esporte, visando principalmente à integração dos parques. Isso tem o seu valor, com certeza. Entretanto, os atuais caminhos não privilegiam aqueles trabalhadores e estudantes que usam a bicicleta todos os dias e não encontram uma malha segura, útil e confortável para pedalar. E é só a partir desta constatação – de que não há estrutura adequada para a “bicicleta utilitária” – que poderemos reformular radicalmente o modo como a ciclomobilidade vem sendo tratada pelos gestores e técnicos. Só assim ela será parte integrante do sistema de transporte da cidade.

Obviamente, não se tem a pretensão de que a bicicleta resolva todos os problemas de trânsito – os engarrafamentos são endêmicos, a violência é crescente etc. – mas ela deve ser uma peça da equação, um recurso ágil e leve na engrenagem do transporte urbano. Devemos sempre lembrar que cada cidadão que usa a bicicleta está contribuindo ativamente para melhoria geral do trânsito. Cada bicicleta é um carro a menos. E a “magrela” leva uma vantagem sobre todos os outros modais: a aplicação de políticas de ciclomobilidade demanda mais criatividade e ousadia política que recursos públicos.

Nos bairros, por exemplo, centenas de novos caminhos podem ser abertos em poucos meses, sem aumentar substancialmente os gastos públicos. Basta pintar faixas no asfalto e sinalizar as rotas preferenciais para bicicleta. Essas “ciclo-rotas” devem conduzir aos centrinhos comerciais e aos terminais de ônibus dos próprios bairros. Estes, por sua vez, deveriam ser equipados com bicicletários e paraciclos internos, alguns até com oferta de serviços de reparo. Se a bicicleta não é melhor meio para o deslocamento de longa distância, ela é ideal para a mobilidade no bairro ou em distâncias de até 6 quilômetros. Principalmente se integrada a outros modais de transporte.

No Centro, por sua vez, é possível aproveitar a criatividade de nossos arquitetos urbanistas e encontrar soluções para os ciclistas que se arriscam entre os ônibus e automóveis. Algumas ruas podem ser fechadas, dando acesso exclusivo para pedestres e ciclistas. Em outras, mais tranquilas, é possível pintar ciclofaixas permanentes, induzindo o morador do Centro a usar a bicicleta. As políticas não devem ser apenas para quem já usa a bicicleta, mas para quem potencialmente a usaria. O uso em massa da bicicleta pode acontecer se tivermos estrutura adequada. Sem tal condição os possíveis usuários se sentem inibidos e desencorajados.

Outra ideia defendida entre os urbanistas para a ligação do Centro com os bairros, é a implantação de ciclovias ao longo das estruturais, seguindo as vias do expresso biarticulado. Basta tirar o estacionamento de um dos lados da rua. Essa medida teria impacto imediato na mobilidade urbana, dando segurança a quem já utiliza a rota e estimulando uma massa potencial de usuários.

Como se vê, recursos (ideias) não faltam, basta compreender que a bicicleta é meio de transporte eficaz e seu uso deve ser estimulado com políticas sérias, consistentes e, no atual contexto, ousadas.

A prefeitura de Curitiba, que recentemente deu alguns acenos positivos à questão, poderia colocar em prática a nova concepção de ciclomobilidade no recém-inaugurado “Circuito Ciclístico de Lazer”. O traçado de tal circuito deve contemplar a possibilidade de em médio prazo, com campanhas de educação, torná-lo permanente. Fazer com que a faixa de lazer domingueira torne-se a ciclofaixa de segurança do dia a dia. A bicicleta enquanto lazer já é prática consolidada na cidade. Entendê-la, de fato, como opção de transporte é a ousadia que se espera de quem tem o poder nas mãos.

Jorge Brand é coordenador-geral da Ciclo Iguaçu (Associação de Ciclistas do Algo Iguaçu) e Rodolfo Brandão de Proença Jaruga é coordenador jurídico da Ciclo Iguaçu.

09/15/2011
by goura
1 Comment

Seminário no dia 17!!

SEMINÁRIO COLABORATIVO DA CICLO IGUAÇU

Sábado, 17 de setembro de 2011 (15hs/19hs)

Bicicletaria Cultural – Rua Presidente Faria, 226

 

Convidamos todos a comparecerem neste primeiro seminário de trabalho para debatermos o que podemos fazer para melhorar a situação dos ciclistas aqui em Curitiba. Podemos afirmar que o número crescente de usuários da bicicleta deve ser sustentado por uma política proativa que estimule a segurança de quem escolher este modal.

             Todos concordam que há muito a melhorar. As ciclovias existentes precisam de uma recuperação geral; há conceitos ambíguos e mal colocados, como o de ´ciclovia compartilhada´; faltam ciclofaixas; faltam bicicletarios e paraciclos; faltam campanhas de educação; Enfim, falta um monte de coisa e não podemos ficar só reclamando. Temos que nos organizar a fazer nossa força coletiva se manifestar.

             O seminário irá servir para aprofundar temas ainda pendentes em relação a Associação – estratégias a curto e médio prazo, grupos de trabalho etc. A Ciclo Iguaçu tem pouco mais de 3 meses de vida e já está a todo vapor. Precisamos de mais marujos envolvidos, para que ela possa realmente se configurar como um âmbito de representação dos ciclistas.

             Também será o ponto de partida para elaboração de um estudo complementar ao Plano Diretor Cicloviario elaborado pelo IPPUC. É a hora de nos organizarmos e fazermos um documento bem feito, que contemple as necessidades de quem realmente anda (ou gostaria de andar) de bicicleta por aí. No dia 24/10 apresentaremos este documento a Comissão Técnica de Mobilidade do Concitiba. TODA PARTICIPAÇÃO É BEM VINDA E IMPORTANTÍSSIMA!!

 Colabore, divulgue a apareça!!

 Atenciosamente,

 Jorge Brand (Goura Nataraj)

coordenador-geral da Ciclo Iguaçu

www.altoiguacu.ciclistas.org.br